1

05 março 2015

~Resenha: Legend - Marie Lu~

Ficha Técnica
Série: Trilogia Legend (Livro #01)
Autora: Marie Lu
Selo: Rocco
Ano: 2014
Número de páginas: 256
Assuntos: Ficção Científica, Distopia
Adquira: Submarino, Americanas


Sinopse
Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, os dois não têm motivos para se cruzarem, até que o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito.
Presos num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos, numa trama de forte conteúdo político e repleta de ação, reviravoltas e romance.

U ma praga mortal, uma grande nação oprimida e governada por uma mentira, até que ponto as pessoas podem chegar em busca de poder... ou para salvar aqueles que amam...

Começamos a conhecer o universo de Legend primeiramente pelos olhos de Day, mostrando como as colônias mais pobres sofrem, não só por viverem de maneira precária, mas por não ter acesso ao remédio que cura a praga que se alastra entre elas. Os soldados da República estão sempre verificando as casas, colhendo amostras e marcando grandes e vermelhos Xs na porta dos infectados.
Day está acompanhando uma dessas inspeções que está sendo feita próximo a casa de sua família, quando algo acaba saindo fora do previsto. Já a esperta e atenta June, está na sala da secretária do reitor, por ter escala um prédio sem permissão, apesar de ser dedicada a República, June está sempre se metendo em encrenca, e seu irmão Metias está sempre lá para "livrar a cara" dela.
Em um fatídico dia, Day acaba cruzando com Metias e é a partir dai que acompanharemos muitas intrigas, mentiras, sentimentos e crueldades...

"[...]Eles forçam os seus pais a assinar um contrato, dando ao governo custódia total sobre você. Dizem que você foi mandado para os campos de trabalho forçado da República e que sua família não o verá mais. Seus pais têm de fazer um sinal de positivo com a cabeça, concordando. Alguns pais chegam a comemorar, porque a República lhes dá mil notas, como um presente de condolências. Ganhar dinheiro e ter menos uma boca para alimentar? Que governo atencioso!" Pág. 14

Que narrativa deliciosa, feita em primeira pessoa por dois pontos de vista, nós encanta e conquista a cada página que viramos. Marie Lu construiu um distopia memorável, com um cenário clássico de opressão onde o descobrimento da crueldade planta uma semente de esperança para a liberdade. A descrição das cenas e paisagens é feita de forma simples e concisa, proporcionando uma fácil interpretação das mesmas. Conseguimos sentir as emoções dos personagens com a mesma intensidade que eles as vivenciam.
Alguns podem achar a história um tanto clichê por causa de seu gênero, mas adorei como a autora a executou, de forma belíssima devo ressaltar, dando um estilo e essência únicos.
Há alguns fatos que me lembraram um pouco a história de Jogos Vorazes, mas por serem parecidos do que iguais. A autora pode ter se baseado ou buscado referencias, em alguns fatos da história, ou até mesmo, ter sido pura coincidência, principalmente por causa do gênero literário ao qual pertencem.

Olha que capricho! Amei a parte interna colorida!
"Mas nada de bom pode resultar se você se apaixonar por alguém nas ruas. Essa é a pior fraqueza que se pode ter, assim como ter uma família presa numa zona de quarentena ou uma órfã de rua precisando de você." Pág. 115

Marie Lu não poupou violência, crueldade e sangue, elementos bem presentes, que não nos faz esquecer a atmosfera da qual estamos inseridos. Legend é o 1º da trilogia de mesmo nome, então é claro que alguns detalhes e segredos foram deixados em aberto para os próximos volumes, mesmo que na história se tenha a impressão da autora ter deixado espaço para que o leitor tire suas próprias conclusões a cerca de certas perguntas.
Sobre os personagens não tem como classificá-los de outra maneira: incríveis. Personalidades fortes, determinados e com uma essência própria que brilhou e se destacou durante todo o livro.
Foi praticamente impossível não se encantar ainda nas primeiras páginas por Day. Esperto, corajoso e destemido, suas palavras, sentimentos e ações transmitiram de forma palpável toda a sua alma e realidade. Assim como June, que apesar do sofrimento e transtornos pelo qual passou, decidiu desafiar tudo e seguir seu coração.
Até por Metias, comecei a ter um apreço, já o mau caráter do Thomas, nem merecia ser mencionado nesta resenha. Há vários outros personagens que tiveram seu valor na história, mas não daria para falar sobre todos eles.

Adorei terem usado duas fontes diferentes, uma para a narrativa do Day e outra para a June S2

"- Poucas pessoas matam pelas razões certas, June. A maioria faz isso pelas razões erradas. Só espero que você nunca se encontre em alguma dessas categorias." Pág. 208

Livros narrados por mais de um personagem já se tornaram meus favoritos, é muito gostoso ter um ponto de vista diferenciado sobre uma mesma história, e ainda mais quando a autora consegue transmitir as diferenças de uma forma tão real, concreta.

Uma história muito bem construída e estruturada, com um andamento também muito bem executado, assim que virei as últimas páginas, já queria ler a continuação para saciar a minha curiosidade. Ação, suspense e grandes segredos nos levam a acompanhar Day e June em uma jornada sobre os mistérios por trás da praga mortal e da cruel República!


Trilogia Legend  - Marie Lu

1) Legend
2) Prodigy
3) Champion


Avaliação Final:


Leia também:

Um comentário:

  1. Conheci Legend há um ano atrás, já li reli e agora estou participando de uma leitura coletiva!
    Na questão distopia é bem comparável, mas o modo escrito com dois pontos de vistas fazem Legend ser um pouco único!

    Beijão
    Blog: Dei um Jeito

    ResponderExcluir